13 novembro 2011

O Isotônico e a Luva

O Isotônico e a Luva

O fato se deu em uma praia, nas férias de verão, e por mais incrível que possa parecer dizem que foi verdade.
Dois irmãos foram juntos para o balneário e os pais ficaram na cidade trabalhando. O que não seria de todo um problema visto que o mais velho tinha vinte e cinco anos e o outro, dezesseis. Um era jogador de futebol profissional, o outro estudante do ensino médio. Até aí tudo normal, se não estivéssemos tratando de irmãos, sozinhos, na praia, convivendo juntos por algumas semanas e ninguém para impedir as implicâncias e apartar as tradicionais brigas.
O irmão mais velho todo dia pelo final da manhã ia para a beira-mar jogar futevolei. Talvez jogador de futebol seja o único profissional que tira férias para fazer exatamente o que faz quando está trabalhando, ou seja, jogar bola. Mas antes de sair, todo dia, ele deixava pronto uma jarra com dois litros de isotônico.
O isotônico é uma bebida constituída por água, sais minerais e carboidratos, quase na mesma concentração dos fluidos do corpo e que o atleta toma para repor líquidos e sais minerais perdidos pelo suor durante a transpiração, com efeito de prevenir a desidratação e melhorar a performance esportiva. Ou seja, frescura de jogador de futebol.
O problema começou logo no segundo dia. Após algumas horas de futevolei num sol escaldante, o jogador ao voltar para casa próximo das três da tarde, com muita sede, ao abrir a geladeira para pegar sua bebida, surpresa! A jarra, que estava cheia quando ele saiu, não devia ter mais que um terço do que ele tinha deixado. O irmão mais novo tinha acordado quase ao meio-dia, achou ótimo encontrar aquele suco na geladeira e bebeu, bebeu e quando estava quase estourando, bebeu mais um pouco.
Estava feita a confusão, o mais velho fez a maior gritaria e ameaçou o mais novo que dá próxima vez ele iria tomar uma atitude mais contundente. O que na fraternal línguagem de irmãos significa “porrada” mesmo.
Nos dias que se seguiram aconteceu rigorosamente a mesma coisa, um ameaçava, o outro bebia. Aquele guri adolescente parecia a encarnação do demo. Não estava nem aí para as promessas do mais velho, que tolerou enquanto conseguiu, mas toda paciência tem limite.

Após duas semanas nesse embate e nas promessas diárias de esbofetear o irmão, o mais velho resolveu agir. Ao sair pela manhã foi ao quarto do mais novo, acordou o desgraçado e o jurou de morte. Se ele pegasse o suco aquele dia o bicho iria pegar.
Quando o mais novo acordou naquela manhã, foi na geladeira pegou o isotônico e lembrou-se das ameaças. Resolveu nesse dia tomar um achocolatado e esperar o mais velho se acalmar um pouco, afinal prudência estratégica poderia ser muito saudável naquela situação e aparentemente as advertências finalmente surtiram efeito. Talvez a parte mais dificil de engolir a respeito dos fatos deste dia é que o guri achou a casa suja e pensou em limpar. Sim, fazia duas semanas que estavam na casa da praia e nunca tinham passado uma vassoura no chão, já tinha uma camada de areia da cozinha até a sala. A situação era tão nojenta que ele resolveu fazer o improvável, pensou em marcar uns pontos com o mano mais velho e varrer o chão.
Pegou a vassoura e começou a varrer. Lá pelas tantas começou ouvir um barulho alto vindo da rua, foi até o pátio e viu voando baixo, rasante mesmo, um helicóptero da polícia bem em cima da casa. Mas era tão baixo que o vento que as hélices faziam começou a jogar de volta para dentro de casa toda a areia que ele tinha varrido para fora. O guri enlouqueceu. De vassoura empunho apontava para os policias que sobrevoavam a casa, xingava, fazia gestos obcenos e já estava a ponto de arremessar a vassoura na aeronave quando a mesma se afastou da casa.
Ele, louco da vida, começou a varrer de novo. Toda a areia e mais um pouco tinha voltado para dentro de casa. Após alguns minutos do reinicio da varreção ele escutou o barulho do portão ranger. Portão de praia, com aquela tradicional maresia, sempre faz o clássico “nhéééc”.
Foi na porta da cozinha, que ficava do lado da casa, espiou para ver quem era e nesse momento teve um ataque de pavor. Entrava no portão três policiais, armados e de colete à prova de balas. Ele pensou em se ajoelhar e pedir perdão por ter feito os xingamentos, dizem alguns mais chegados que para a cueca foi perda total. Mas logo atrás dos policiais entraram mais duas pessoas, uma prima e outro policial que aparentava estar vestido como um piloto. A prima é delegada em cidade próxima ao balneário e era ela que estava no helicóptero, aeronave utilizada na operação que a polícia fazia nas férias. Contou que sobrevoara a casa para ver se tinha alguém, pois o piloto não estava se sentindo bem e dada a situação de indisposição ela achou que seria uma boa idéia parar ali, o que fizeram, pousando em um terreno próximo e indo a pé até a dita moradia.
A prima delegada perguntou se tinham alguma coisa para oferecer para o piloto e o caçula teve a brilhante idéia:
- Tem isotônico, serve?
Claro que servia, com a sede que estavam qualquer coisa gelada servia. E os políciais tomaram todo o isotônico. Todinho. E pior, após beberem ficaram somente mais alguns minutos, como o piloto já estava se sentindo melhor, agradeceram e foram embora.
Quando o mais novo se deu conta da bobagem que tinha feito entrou em pânico. Pensou em fazer um suco novo. Nunca tinha feito o tal isotônico, mas entre morrer e tentar fazer a bebida, a segunda opção parecia melhor, mas nesse momento de dúvida ele escutou o portão abrir de novo e para desespero total era o irmão mais velho. O guri correu para sala e ficou atrás da mesa com uma remota esperança de escapar vivo.
O jogador chegou, viu a garafa vazia em cima da mesa da cozinha e abriu a geladeira. Nesse momento teve a certeza que teria que cometer um assassinato. Totalmente transtornado saiu à caça do mais novo. Encontrou o caçula com uma cara de pânico atrás da mesa da sala gritando:
- Eu posso explicar! Eu posso explicar!
Ficaram correndo como dois malucos ao entorno da mesa, mas não demorou muito para o mais velho pegar o mais novo. O maior pegou o menor pelo pescoço, daquele jeito em que os pés ficam balançando no ar, apontou a mão fechada como se fosse disparar um direto no nariz e disse praticamente como uma sentença de morte:
- Explica.
As palavras não saiam da boca do guri, que respirando como dava, já que praticamente estava sendo estrangulado, disse:
- Cara tu não vai acreditar, mas desceram quatro caras de helicóptero e tomaram todo o isotônico e a prima tava junto.
Nem preciso dizer que após esse relato tão inacreditável quanto o ET de Varginha, a condenação já estava definida. Iria rolar muita pancada.
O mais velho respirou fundo, soltou o pescoço do mais novo e dasanimadamente concluiu:
- Tu é maluco, não é possível. Nunca ouvi tanta mentira junto. Bater em ti não adianta. Se eu não fizer nada tu nunca vai mudar.
Pegou o telefone e ligou para casa, falou com a mãe e tomaram uma importante decisão, iriam mandar o irmão caçula de volta para casa, ele iria passar o resto do verão frequentando o consultório de uma psicóloga.
O guri teve que comparecer duas vezes por semana por um longo tempo na tal psicóloga, sempre jurando que a história do helicóptero era verdade, o que já estava fazendo a profissional de psicologia pensar em encaminhá-lo para o psiquiatra. O caso parecia sério.
Aproximadamente três meses depois, terminado o verão, todos de volta para a casa da cidade, o telefone tocou. A mãe atendeu, era a prima delegada pedindo pelo primo mais novo, ele não estava, tinha ido à psicóloga, mas a mãe perguntou do que se tratava e a prima explicou:
- Eu queria saber se por um acaso não encontraram a luva do piloto que esqueceram na casa da praia?
- Luva, que luva? Indagou a mãe.
- A do piloto. O primo não contou que estivemos lá de helicóptero e tudo? Pois é, esquecemos a luva, se acharem por lá, por favor, me entreguem aqui em casa. Abraço!

03 julho 2008

12 x 8

Ele era legal, um super cara.
Mas agora é hiper !!!
Hipertenso.

O seu sarcasmo e seu idealismo juvenil
agora estão ocultos pelas suas necessidades capitalistas.
Sua empresa, ética e responsável que iria mudar o mundo
é só mais uma a pagar impostos e as vezes não.

Ele tem uma esposa incrível, parceira, amável, responsável,
mas a noite só pensa no cliente que não fechou o negócio
ou nos chamados de suporte abertos.

Antes queria viver na Infinita Highway.
Agora tem medo de morrer na estrada.
Antes um bom vinho e bastante café.
Agora suco de laranja sem açúcar e
chá de erva cidreira.

Mas mãe !!! Concurso público só pelo salário ele não vai fazer.
Ele prefere morrer tentando ser útil.
Ele sabe que a chama ainda está lá e ele não vai deixar apagar.

Seus amigos já são sérios e responsáveis, alguns nem tanto.
Mas quando eles se encontram ainda são felizes.
E essa semente de felicidade é o que lhes deixam vivos.
E quando estão juntos,
ele volta a ser um cara legal, super feliz,
e com pressão 12 x 8.

08 outubro 2007

Empreenderismo e Setor de Tecnologia ganham força na região

Semana passada, entre os dias 22 e 30 de julho, participei de um curso maravilhoso chamado Empretec. O Empretec é um curso para desenvolver o talento empreendedor, ele é promovido pela ONU e o responsável pelo evento no Brasil é o SEBRAE. Sem dúvida alguma Ijuí teve dias movimentados, tanto quanto a agitação causada dentro da cabeça de quem fez o curso.

Mas para que achava que agora iria acalmar, nada disso, nos próximo dias teremos um novo agito, que também tem relação com Empreendedorismo, o Tec-E-Inova, evento que é uma louvável realização do Sindilojas, muito bem capitaneado pelo Marcos que exibe ótimo comprometimento e motivação na condução da organização do evento que tem diversos apoiadores entre eles o IPTEC, que vocês já sabem é o nosso pólo tecnológico regional do qual minha empresa, a Fabricasoft faz parte.

Esta grande idéia do Sindilojas traz para a discussão os três elementos que são peça chave para o desenvolvimento regional, Tecnologia, Empreendedorismo e Inovação.

Para aqueles que eventualmente possam achar que esse tipo de coisa não é para Ijuí, vou lhes passar algumas informações que possibilitem avaliar melhor esta posição.

Como já publicado neste jornal dia 28/07/2007 os empresários e conselheiros do IPTEC tiveram uma reunião com o Deputado Federal Darcisio Perondi, reunião onde ficou definido que será feito um trabalho mais efetivo buscando recursos para a implantação de novas etapas do IPTEC como um projeto regional. Certamente esta ação de expansão do Pólo irá permitir que a Tecnologia e a Inovação sejam fortalecidas e possibilitará que novos empregos sejam oferecidos e que o setor de Tecnologia da Informação - TI se torne efetivamente uma alternativa econômica para a região.

Deixo aqui uma dica, ampliar o setor irá necessariamente passar pela formação de mão-de-obra e da aproximação com as universidade e escolas técnicas, além disso destaco que o SENAC Ijuí estará oferecendo cursos de Java e PHP que abrirão vagas nos próximos dias. As pessoas que fizerem estes cursos certamente ampliarão bastante suas chances para conquistar uma vaga de trabalho.

Para encerrar quero afirmar, sem medo de errar, que dias prósperos e efervescentes se aproximam. Nossos esforços para promoção da Tecnologia da Informação – TI e do conseqüente desenvolvimento regional estão sendo reconhecidos e apoiados e após a incrível semana que tive no Empretec percebi que tem muita gente com vontade, preparo e disposição para tornar a nossa cidade e região um lugar melhor. Um grande abraço a todos, com destaque para os Empretecos de Ijuí, e ainda mais especialmente para os que participaram junto do curso comigo este ano.

Como diria um mestre Jedi, que a força esteja conosco, até a próxima.

Não podemos perder o trem da história !

Em alguns momentos da história da humanidade as mudanças ocorrem de forma mais significativa e alteram irreversivelmente a estrutura da sociedade em termos econômicos, sociais, culturais e todos os outros aspectos. Foi assim que ocorreu na Revolução Industrial e é assim que esta ocorrendo nesta nova sociedade digital que se descortina.

Durante a Revolução Industrial, período de transição da sociedade agrária medieval para a industrial, o domínio do novo conhecimento tecnológico e a capacidade de adaptação a nova Era foi decisivo para um desenvolvimento maior ou menor das regiões.

Passamos por um momento de transformação semelhante, é permitido acreditar que os locais que se adequarem mais rápidamente as transformações da Era digital poderão desfrutar de um processo de desenvolvimento com melhores resultados.

Esse é o desafio que temos que enfrentar, felizmente hoje temos boas perspectivas.
Nas últimas semanas, nós do IPTEC – Pólo Tecnológico do Noroeste Gaúcho, estivemos como o Ministro de Ciência e Tecnologia em uma reunião almoço, onde ele apresentou todas as posibilidades de captação de recursos para investimentos na área de tecnologia, não somente para empresas do setor, mas para escolas e para a sociedade em geral, através dos Telecentros.

Também nos foi apresentado pelo Sindlojas o projeto para realização de uma feira de tecnologia no município, além disso tivemos reuniões promissoras com a ACI e com a câmara de vereadores, também com representantes de outros municípios e Universidades, ou seja, as organizações e a comunidade começam a intensificar seu entendimento sobre como desenvolver Ijuí e a região através da tecnologia.

São muitas as iniciativas que ampliam o desenvolvimneto tecnológico da região. Em breve estaremos com a Incubadora de Empresas de TI gerenciada pela UNIJUÍ, instalada no mesmo ambiente do centro empresarial do IPTEC, o que nos trará a perspectiva de um crescimento continuo como surgimento de novas empresas.

Precisamos agora ampliar a discussão para o aporte financeiro necessário para desenvolver o setor e para a qualificação de mão-de-obra, ainda escassa em todo o país, mas que também já começamos a discutir com outro importante parceiro, o SENAC. Para a qualificação das empresas e dos empresários do setor estamos trabalhando fortemente com o SEBRAE e com o Setorial de Software do Rio Grande do Sul, que tem apoio de entidades como o SEPRORGS, a ASSESPRO, o Softsul e a secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul. Percebam que nosso projeto não esta isolado, é parte de um grande contexto federal e estadual, e caminha para se consolidar como uma importante ferramenta de desenvolvimento regional e municipal.

Este é o primeiro passo, despertar a consciência de que precisamos correr para pegar o trem. Como nos filmes de ação em que o mocinho corre ao lado dos vagões, segura no corrimão quase caindo e salta no trem para poder se salvar. O nosso trem esta passando, e nós estamos começando a correr, se conseguiremos entrar ? Bem, isso dependerá da nossa vontade de correr e arriscar. Mas vamos lá !

Não podemos perder o trem da história!

Bem vindo ao mundo real

Desde que mudei para a Região Noroeste,ou melhor desde que voltei para o Rio Grande do Sul tenho escutado falar de crise, crise na agricultura, estado falido, etc.

Pois é, e continuamos atribuindo a responsabilidade ao governo, ao tempo, e outros diversos fatores externos. Mas para que possamos desenvolver a região precisamos entender e assumir nossas responsabilidades e esta é uma postura empreendedora. É o que tem nos faltado.

Pretendo discutir nesta coluna esta postura, e pra você estudante que está começando agora sua vida profissional, assumindo responsabilidades, e vendo que nada é tão fácil assim. Para aqueles que não lêem jornal (nem sei porque estou escrevendo para estes), nem livro nem gosta de política, entre outros infantis “não gosto”, tenho uma boa e uma má notícia. Como sempre a má notícia por primeiro, você terá que ler, se informar, se qualificar, terá que ser um empreendedor da sua vida. A boa notícia é que iremos pensar juntos todas estas questões aqui nesta coluna, para aqueles que tiverem algum interesse pelo assunto mande um e-mail para christian@fabricasoft.com.br e assim poderemos compartilhar nossas angústias, fazer nossas críticas mas principalmente buscarmos conjuntamente as soluções.

Pra encerrar, não deixe de participar da palestra sobre empreendedorismo do Pólo Tecnológico, é um ótimo começo para buscar qualificação, falando com quem vive empreendedorismo todos os dias.

Bem vindo ao mundo real!

02 novembro 2005

O Botequim da Política Brasileira

Vou começar dizendo que vou tratar de um tema que dá muito pano pra manga. Política.
Mas serei propositalmente focado, por saber que o assunto por si só pode ganhar um imenso leque de opções. Por isso vou tratar, por enquanto, de apenas um ponto de vista, e começo pela seguinte pergunta.

Alguém já leu uma lei, ou acompanhou a aprovação de alguma ? Pois é, eu sim.

Ajudei recentemente na criação de um projeto de lei, para implantação de um pólo tecnológico, aqui em Ijuí, lei que no momento está na câmara de vereadores do município para votação.

Posso garantir que não é fácil, tem que ter um bom português, mas essencialmente um raciocínio lógico e uma boa capacidade de interpretação de texto e de transmitir uma idéia dentro de um formato jurídico.

Comecei dizendo isso, porque vou defender uma posição, que alguns podem achar elitista, mas já vou me defendendo,dizendo que não é minha intenção fazer nenhuma discriminação ou ser contra a democracia brasileira.

A constituição brasileira, no artigo 14 parágrafo 4 diz:
“São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos”.

Mas parei e pensei, como pode um vereador, deputado ou senador, criar e aprovar leis, se não conseguirem entender o que elas dizem. Ou seja, não basta ser honesto e saber ler e escrever pra exercer um cargo no legislativo. Analfabetos funcionais poderia atender esses requisitos, mas não conseguiriam legislar. Por isso eu acho que para exercer um cargo, a pessoa deveria fazer um curso de política obrigatório, e ainda assim fazer uma prova, como um vestibular, para poder se candidatar. Onde ele demonstrasse conhecimento da constituição e interpretação de texto, além de matemática financeira básica.

Eu sei que é uma posição complicada, como disse antes, sim corre-se o risco da elitização, e aliás nossas elites só olham para o próprio umbigo, mas também não tem adiantado esse bando de analfabetos funcionais que legislam o país.

Ou seja, legislar não é papo de botequim.

Qual seria a saída ? Eu pensei que tendo pessoas melhor qualificadas seria um começo, não seria toda a solução, mas um começo.

É isso pessoal, quem quiser discordar faça-o, e quem quiser me ajudar a pensar em uma solução, aceito de bom grado uma sugestão.

O que eu ganho com isso ? A chance de não ser mais um analfabeto político.

Um abraço,

Christian Bezerra, o Chis.

23 outubro 2005

Muito Antes da Hora

Nas últimas semanas, nós brasileiros, estamos discutindo, em casa, no trabalho e no butiquim da esquina, se devemos ser a favor ou contra o comércio de armas. E pra nossa maior surpresa descobrimos que nossos governantes não tem a menor idéia de como a situação é realmente.

Não sei se é a opinião de todos, mas é a minha, que eles durante todos os debates se basearam em números que não podiam ser confirmados, e que informações de um órgão conflitavam com a de um instituto que por sua vez era contestado pelas empresas fabricantes de armas , e que se fossem, por exemplo, levados a um tribunal, seriam todos desconsiderados. Nós como juri desta decisão, acabamos votando no escuro, baseado em nossas crenças, ideologias e experiências pessoais.

Na minha opinião este referendo até poderia existir, mas daqui a uns 30 anos, após o controle das armas ilegais, da diminuição da criminalidade, da melhora de 500% do nosso sistema de educação, entre outros, que é o que realmente faz diferença.

Apesar dos números não fecharem, temos um forte indicativo que o comércio ilegal é muito maior que o legal, portanto meus amigos, ganhando o sim ou o não(escrevi esse artigo antes do resultado final do referendo) não teremos a menor mudança em nossas vidas se os demais fatores, que citei acima, não forem levados em consideração. Portanto esse referendo na prática não servirá pra nada. Quem sabe possamos analisar melhor tudo isso daqui a 30 anos, se conseguirmos corrigir nosso país tão cheio de defeitos. Eu votei no sim, por ideologia, mas acho que desarmamento não se faz só recolhendo armas, nós temos é que desarmar a mente de nossas crianças, dando condições pra que elas tenham educação e a paz que nós não temos.

Um abraço
Christian Bezerra, o Chis.